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A linguagem Basic e sua evolução na história

O nome BASIC corresponde as siglas Beginner's All Purpose Symbolic Instruction Cod (Código de instruções de uso universal para principiantes). A linguagem foi desenvolvida em 1964 no Dartmouth College pelos matemáticos John George Kemeny e Tom Kurtzas. Tentavam construir uma linguagem de programação fácil de aprender para seus estudantes de licenciatura. Devia ser um passo intermediário antes de aprender outras mais poderosas naquela época , como FORTRAN ou ALGOL. este ultimo era a linguagem mais utilizada nas aplicações de processamento de dados, enquanto o FORTRAN era utilizado para as aplicações científicas Ambos eram difíceis de aprender, tinham grandes quantidades de regras nas estruturas de seus programas e suas sintaxe. O primeiro programa feito em BASIC foi executado as quatro da madrugada de 1 de maio de 1964. Devido a sua simplicidade, BASIC se tornou imediatamente muito popular e acabou sendo usado tanto em aplicações científicas quanto comerciais. Teve o mesmo impacto nas linguagens de programação que a aparição do PC sobre os grandes computadores. 

  

Quando se desenvolveu o BASIC era no tempo que a informática estava preza a universidades e grandes empresas, com computadores do tamanho de uma casa. Porém de repente as coisas começaram a mudar. Em 1971 a Intel fabricava o primeiro microprocessador. Em 1975, a empresa MITS lançou no mercado um kit de computadores chamado Altair 8800 a um preço de 397 dólares. Era um computador barato, porém não era para pessoas inexperiente, tinha que saber eletrônica para poder monta-lo. Além disso tinha só 256 bytes (não é um erro, só bytes, nada de kbytes, megas ou gigas) e se programava em código de maquinas a base de 0 e 1, movendo uns interruptores frontal.

Dois jovens viram um modelo em uma revista de eletrônica e decidiram monta-lo e o ofereceram ao dono da MITS, além disso fizeram um interpretador BASIC para os novos modelos de Altair.

Eram William Gates e Paul Allen, e aquele BASIC, com um tamanho de 4 Kbytes foi o primeiro produto que uma nova empresa chamada Microsoft entregou.

Foi só o início. No final dos anos 70, Allen e Gates haviam portado BASIC para um bom número de plataformas: Atari, Apple, Commodore... Faziam parte do sucesso do Apple II.

E, em 1981, quando desenvolveram o DOS para a IBM em seu novo PC, adicionaram também seu próprio interpretador BASIC ao sistema.

Nos anos posteriores seguiram outras versões feitas por outras companhias como a Borland, porem o BASIC declinou devido ao surgimento das interface gráficas e janelas que a Apple popularizou e a Microsoft adaptou com sucessivas versões do seu sistema operacional Windows, acabaram se convencendo que o padrão BASIC tradicional não era mais uma linguagem apropriada para estes ambientes gráficos.

Em março de 1988 um desenvolvedor de software chamado Alan Cooper tentava vender uma aplicação que permitia personalizar facilmente o ambiente de janelas usando o mouse. Este programa se chamava Tripod e conseguiu que William Gates o contratasse para desenvolver uma nova versão que se chamara Ruby, à qual foi acrescentada uma pequena linguagem de programação.

A Microsoft utilizou essa linguagem para sua própria versão do BASIC, o Quickbasic e em 1991 lançou no mercado com o nome de Visual Basic.

 

À princípio foi um verdadeiro fracasso de vendas, porem a versão 3 publicada no outono de 1996 foi um êxito total, tanto que atualmente é a linguagem de programação maisusada em ambiente de microcomputador.

O Visual Basic nasceu como uma típica linguagem de desenvolvimento para microcomputadores individuais, mas que facilmente se adaptou à filosofia cliente/servidor em ambiente de LAN ou rede local.

Foi esta característica que fez o Visual Basic se tornar a ferramenta de desenvolvimento mais importante no ambiente de rede local, que permitiu que o computador pessoal fosse utilizado ambiente corporativo.

Visual Basic seguiu e evoluiu, já estava na versão 6.0, em 2002 quando foi integrado na plataforma .NET de desenvolvimento. Para muitos dos seguidores foi um suposto abandono do Basic pela Microsoft, pois a Microsoft trocou boa parte das sintaxes adicionando complexidades e contradições com o espírito original da linguagem e com o nome da linguagem.

A integração do Visual Basic com o ambiente .NET foi uma necessidade pela mudança de paradigma introduzido pelo surgimento de aplicações web, que rodavam na arquitetura de 3 camadas típica das aplicações web que rodam a partir dos navegadores das estações dos usuários. Estava inaugurada a versão web das aplicações baseadas em computadores centralizados e que passou a ser dominante a partir do início do novo século. Se a Microsoft não tivesse integrado o Visual Basic com o ambiente .NET, ela teria perdido a onda das aplicações web que estavam proliferando em ambiente Linux baseado em JAVA no ambiente multiusuário APACHE.

O .NET Framework (pronuncia-se: dotNet) é uma iniciativa da empresa Microsoft para concorrer com o framework JAVA/APACHE do mundo Open Source, visando ter uma plataforma alternativa exclusiva para Windows para o desenvolvimento e execução de sistemas e aplicações web para executarem sob o sistema operacional Windows.

Na versão Visual Basic para cliente/servidor normalmente rodava aplicações nas estações, acessando o banco de dados em servidor centralizado. Contudo com o surgimento da computação baseada em servidor centralizado, passou-se também a executar as aplicações de forma centralizada com acesso remoto pelas estações através de Terminal Server. Esta forma de acesso via Terminal Server encarecia a solução pela

necessidade da aquisição de licenças TS CAL para todos os usuários. A versão .NET do novo Visual Basic eliminou este custo adicional, tornando-o competitivo com as aplicações JAVA/APACHE do ambiente Open Source.

Nos dias de hoje calcula-se que entre 70% e 80% de todas as aplicações desenvolvida no Windows foram feitas com algumas das versões do Visual Basic.

As causas do êxito do Visual Basic são numerosas, porém entre outras pode citar-se como óbvia da linguagem BASIC ter sido pensado para uma aprendizagem fácil.

Outro dos motivos é dispor de ambiente de desenvolvimento cômodo, que faz coisa para criança desenhar a interface gráfica de qualquer aplicação, afastando do programador a perda de tempo em escrever o código necessário para criar as janelas, botões, etc., deixando concentrar-se unicamente na solução do problema que qualquer programador tenha que resolver.

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